Publicado na "Sintra Regional" Nº 11, Maio 2005:

Educação e Saúde

Miguel Mota

Educação e Saúde são dois temas que ocupam frequentemente a comunicação social, que mais criticas sofrem e onde mais graves defeitos são apontados. Há fundamentos para tais criticas e certamente muito a melhorar nesses sectores, para que o País seja melhor servido.
Os males a corrigir são essencialmente da responsabilidade dos altos comandos e, às vezes, também das chefias intermédias. E com frequência é esquecido que, todos os dias, muitos milhares de funcionários, professores, médicos, enfermeiros, auxiliares vários, administrativos e outros, dão o seu melhor em trabalho exaustivo, por vezes em condições que estão longe de ser as melhores, nas tarefas ingentes de aumentar os conhecimentos e a capacidade dos estudantes e de combater as doenças. É um trabalho constante, no dia a dia, por todo o Pais, nas escolas, nos hospitais, nos centros de saúde e noutros locais.
Não são a educação e a saúde os únicos sectores em que isto sucede, mas tomo-os como símbolos porque são talvez dos mais atacados. Também não há que esconder que, como em toda a obra humana, são cometidos erros, ocasionalmente de bem más consequências. Não podem ser regateados esforços para os minimizar já que, infelizmente, a sua completa eliminação não parece ser possível. Também é certo que, no conjunto de funcionários, além de muitos competentes e dedicados, haverá alguns pouco competentes e relapsos. Compete às chefias a correcção e, quando necessária, a punição. Simplesmente, há que não generalizar a todos - como é frequente ver - esse aspecto negativo e prestar homenagem àqueles a quem o País tanto deve.